AF ENTREVISTA #05 – Arthur Sanches

Xerifão e melhor zagueiro da Copa Rio 2011 – Arthur Sanches começou sua carreira no Madureira. No ano seguinte se transferiu para o Flamengo, teve rápida passagem pelo Joinville e rodou o Brasil em sua carreira. Atuou por último no Ipatinga e agora está em buscas de novos desafios. O Alterna Fut conversou com o atleta sobre sua trajetória!

Confira a entrevista com o zagueirão :

1- Quando foi que decidiu tentar a sorte no futebol? Já foi reprovado em alguma peneira antes de fixar em algum clube? Conte um pouco sobre o início de sua carreira.

Então, desde novo eu sempre tive o sonho de ser jogador de futebol profissional, sempre corri atrás para isso. Em questão de ser reprovado, eu já fui no Fluminense quando eu tinha 17 anos, fiquei lá um quase um mês e infelizmente não consegui ficar. Na época fiquei muito decepcionado, mas é a coisa que faz parte do futebol. Aí comecei a jogar aqui mesmo no interior, em Santo Antônio de Pádua, depois no Itaperuna em campeonato juniores de primeira divisão e dali fui pro Madureira, foi onde eu consegui me profissionalizar.

2- Você sempre jogou de zagueiro desde a base?

Quando eu era mais novo, até os 15/16 anos eu era centroavante, por incrível que pareça né? Eu sempre fui mais alto que as crianças da minha idade. Era centroavante, mas aí comecei jogar de volante e depois cai na zaga, e tô aí até hoje graças a Deus.

3- Teve algum momento em sua carreira que você pensou que o futebol não iria dar certo para você?

Então…. não teve não. Sempre sou um cara muito otimista. Costumo falar que a palavra desistir não tem no meu vocabulário, pois eu nunca desisto de nada. Então nunca pensei que não ia dar certo não, sempre tive na minha mente, meu foco, que eu iria conseguir virar jogador de futebol profissional.

4- Em seu segundo ano como profissional foi transferido para o Flamengo. Por lá teve passagem discreta, tendo 3 jogos como titular. Como era sua relação com o elenco e com o Joel Santana?

Eu saí do Madureira, onde a gente foi campeão da Copa Rio e eu ganhei (o prêmio de) melhor zagueiro do campeonato pela Federação do Rio e consequentemente fui pro Flamengo. Foi um sonho que eu realizei, um sonho da minha família, aqui em casa todo mundo é flamenguista. Fiquei muito feliz de ter realizado esse sonho e o ambiente era muito bom, um grupo muito bom, era Ronaldinho Gaúcho, Wagner Love, Ibson – que eu tenho amizade até hoje – Léo Moura, entre outros. E o Joel Santana também a era um excelente treinador, muito bom de grupo, então o relacionamento era muito bom.

5-Em uma de suas partidas, jogou contra o Corinthians. Foi difícil a tarefa de marcar o Emerson Sheik – artilheiro da Libertadores naquele ano?

Isso. A gente fez um jogo contra o Corinthians no Engenhão, acabamos perdendo. O Corinthians era muito bom era Paulinho, Ralf, Sheik, Romarinho, eu tive o prazer de jogar essa partida, é difícil sim, é muito bom jogador, né? Até tanto foi campeão brasileiro várias vezes aqui no Brasil, teve muitos títulos lá fora, foi um jogo bem difícil.

6-No Brasileirão de 2011 o Flamengo ficou no G4 e foi para a libertadores. No ano seguinte – em que você estava no clube – ficou abaixo da metade da tabela. O que deu de errado?

Foi um ano um pouco conturbado, teve a saída do Ronaldinho Gaúcho no meio do ano, a gente não começou tão bem o brasileiro. Também tava sendo um ano de eleição e foi um pouco conturbado, a gente não conseguiu ficar no G4, mas no final do campeonato, ficamos no meio da tabela, sem susto de cair e foi isso.

Arthur Sanches atuando pelo Flamengo. (Foto/Reprodução: Arquivo Pessoal)


7- Como foi a saída do Flamengo? Sentiu que estava dando passos para trás na carreira
após sair de lá?

Eu tinha contrato no Flamengo até fevereiro (de 2013). Aí surgiu a proposta do Joinville em dezembro e o Flamengo falou que eu ia ficar treinando separado. Na época eu e o Hernane Brocador também ia treinar separado, aí surgiu essa proposta de Joinville. O Arthur Neto, treinador, me ligou fazendo um convite. Financeiramente era bom também. Não foi passo pra trás não, eu acabei aceitando esse desafio até porque era a Série B do brasileiro e fui pro Joinville.

8-Após sua passagem pelo rubro negro carioca, se transferiu para o Joinville e depois retornou ao Rio de Janeiro, passando por Cabofriense, Resende e Bangu. Não se adaptou ao sul? Brincadeiras à parte, conte um pouco sobre sua passagem por esses clubes.

Eu fui para o Joinville e lá não fiz tantos jogos também. Infelizmente tive uma crise de apendicite, operei, depois infeccionou, operei de novo e fiquei uns seis meses sem jogar por causa disso. Me atrapalhou demais, estava bem no clube, jogando titular. Aí voltei pro Rio, voltei pra Cabofriense, estava bem também, a gente chegou na semifinal do campeonato carioca e infelizmente eu rompi o cruzado, duas partidas antes da semifinal do carioca contra o Fluminense.

9- Em 2020 você teve uma passagem pelo Tupi e agora está no Ipatinga. Você observa alguma mudança no futebol mineiro nesse período?

Isso, estive no Tupi e agora esse ano estava atuando pelo Ipatinga. O futebol mineiro é um campeonato muito bom. A segunda divisão em si ela é mais aguerrida, são muitos campos pequenos, jogo muito disputado. Já a primeira (divisão)  a gente pega estádio maiores. O campo do Tupi é muito grande, então a segunda divisão em si ela é mais aguerrida, como tem o campo da Aimorés, luziense como são campos menores, o jogo fica mais compacto e fica um jogo mais duro.

10- Como você avalia a campanha do Ipatinga no Módulo II? O que faltou para chegarem às semifinais?

No Ipatinga eu avalio a campanha como boa, a gente começou muito mal no campeonato, fizemos cinco jogos, dois pontos, tivemos muita mudança de treinador, de jogadores, passou dois treinadores com a gente que foi o Alessandro e o Eugênio Souza e muitas mudanças de jogadores. A gente não tinha aquele time definido, mas graças a Deus eu consegui jogar todas as partidas pelo Ipatinga, e no final, se fosse botar campanha por turno, a gente foi o melhor time do segundo turno, mas infelizmente não conseguimos a classificação.

11- De acordo com o que você acompanhou atuando na competição, quem ganha o Módulo II? Quem sobe e quem fica?

Então, essa pergunta é um pouco difícil, né? Falar quem sobe, quem ganha. Eu tenho amigos em todos os times ali, a equipe do Villa Nova é uma equipe muito boa até porque eles jogam junto há mais tempo, né? Que é maioria do Coimbra, então é bem favorito. O nacional de Muraé vem muito forte, eu acho que vai brigar muito aí por esse título, o preparador físico, Jean Carlos é qualificado demais. O Tupynambás tem o Brancão, excelente treinador. Cara vai ser muito muito difícil, o Democrata jogando em casa é muito forte, no campo deles ali a torcida inflama também, vai ser um quadrangular bem disputado.

12- Com 33 anos de idade atualmente, o que você planeja para seu futuro profissional?

Eu tô com 33 anos, joguei 16 partidas profissional esse ano.  Penso ainda em algo melhor, corro atrás para isso e ainda tenho o sonho de jogar fora, mesmo com essa idade. Corro atrás e deixo tudo nas mãos de Deus. A gente vai treinando, vai trabalhando e se Deus quiser daqui a pouco surge outra oportunidade de emprego para poder alcançar nossos objetivos.

Histórico – Arthur Sanches (Imagem/Reprodução: Transfermarkt)

 

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